martes 21 de octubre de 2008

Nosso Diário de Bordo na Antártica

Tamara, Laura e Marininha escreveram um diario de bordo, durante sua última viagem à Antartica, no inicio do 2008. Este diario foi publicado no O Globo On Line. E para que os caros leitores deste blog tenham a visão dessa Antártica surpreendente desde o ponto de vista das crianças, aqui vão suas impressões.


Esta viagem será muito especial para nós. Será a quarta viagem à Antártica. A primeira vez foi no veleiro do papai, o Paratii2, . Vaijar agora no Lê Diamant vai ser uma novidade! O papai já esteve na Antártica 26 vezes e a mamãe já foi 7 vezes. O bom disso tudo é que junto com o papai e com a mamãe teremos aulas de natureza não pelos livros, mas na Antártica!

Na Escola nossas férias terminaram faz pouco tempo. Sabemos que é difícil sairmos para viajar por 3 semanas, quando já estamos de volta às aulas. Como essa viagem não acontece sempre, a mamãe e o papai falaram com nossas diretoras e com nossos professores, e a escola aceitou não irmos às aulas. Mas disseram que teríamos que fazer todas as lições de casa da classe durante a viagem, para não perdermos a seqüência dos trabalhos das nossas turmas.

Somos 3 irmãs e juntas estaremos escrevendo esse diário: Somos as gêmeas Tamara e Laura, de 10 anos, e estamos na 5ª série (6. Ano). A menor se chama Marininha, tem 8 anos e está na 2ª série (3. Ano) da mesma escola.

Nossa viagem não será fácil porque além de termos que fazer um monte de lições de casa, nossos professores marcaram com clipes os nossos livros, e vários exercícios estão separados numa pasta nova. Ainda teremos que fazer o diário da viagem.

Com tantas coisas novas para a gente ver, achamos que vai ser difícil fazermos tudo, mas vamos começar agora.

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lunes 1 de septiembre de 2008

COMO É O NAVIO LE DIAMANT?

Quando as pessoas estão por decidir se fazer ou não uma viagem de navio, costumam botar o destino como principal elemento na balança, assim como o valor da viagem. É o correto e lógico, mas também deve se levar em consideração o tipo de navio que nos levará na viagem escolhida. O Le Diamant é um navio sofisticado, muito diferente aos vários que costumam visitar Antártica. Gastronomia de primeiro nível, preocupação em harmonizar vinhos e pratos, habitações que não podem ser chamadas de camarotes, sauna, piscina, enfim, se apresentam aqui vários itens que devem ser, sim, levados em conta no momento de decidir a viagem. Por isto, é bom que conheça algumas das características do Le Diamant.
8.282 toneladas
• Velocidade: 15.5 nós
• 226 passageiros
• 120 tripulantes
• Cofres individuais na recepção
• Salão Principal (Main Lounge)
• Le Club Lounge
• 4 bares
• Biblioteca
• Butique
• Piscina externa
• Promenade ao redor da Área de Observação
• Fitness
• Sala de massagens
• Área de Observação panorâmica
• Hospital e enfermaria
• 2 elevadores
• Telefone, fax & e-mail via satélite
• Restaurante “Îles de France” (190 lugares)
• Restaurante “L’Escapade” (40 lugares c/ reserva prévia e prioridade p/ suítes)
• Restaurante “Le Grill” (120 lugares ao ar livre)



tel. (11) 2175 7703 fax (11) 3214 4544
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viernes 22 de agosto de 2008

A ODISSEIA DE SHACKLETON



O explorador Sir Ernest Shacketon


Embora o primeiro a conquistar o Pólo Sul foi o norueguês Roald Amundsen, em 14 de dezembro de 1911, é o irlandês Ernest Shackleton quem rouba as honras ao se falar de expedicionários antárticos. Filho de uma família de classe media irlandesa, casou-se com uma dama de sociedade. Isto o fez lutar com todas suas forças para transformar-se em “alguém”, tanto em posição social como econômica, e não sofrer com ser simplesmente um marido à sombra da esposa.

Shackleton, apos a viagem com Scott

dava palestras sobre o Pólo Sul



Shackleton era fascinado pelo Polo Sul. Já tinha viajado ao pólo sul com o capitão Robert Falcon Scott, em 1902 ( Scott e Amundsen foram protagonistas da famosa corrida ao Polo Sul. Scott chegou ao ponto em disputa 33 dias apos o norueguês e morreu a caminho do retorno ao seu acampamento base, de fome e cansaço, junto aos seus homens). Entre 1907 e 1909 Shackleton dirigiu sua própria expedição no navio Nimrod, acampando na ilha Ross. Apos a conquista de Amundsen de fincar no exato ponto a bandeira norueguesa, chegar ao Pólo Sul não era uma aventura tão interessante, mas cruzar a Antártica sim o era, ninguém nunca o tinha feito.

A tripulação do Endurance

Assim organizou a Trans Antartic Expedition a que, grosso modo, cruzaria do Mar de Wedell até o Mar de Ross, ou seja, de um extremo ao outro do continente Antártico. O navio Aurora entraria pelo Ross deixando provisões a cada certa distancia para que o grupo de Shackleton, que entraria por Wedell a bordo do Endurance, pudesse chegar ao Pólo com suas provisões e logo sair dai até o Ross usando as que o pessoal do Aurora deixaria. Mas dizem que o homem propõe e Deus dispõe. Shackleton e seus 27 homens iniciaram a aventura em 1 de agosto 1914, saindo do porto de Londres a bordo do Endurance. Um dia depois começa a I Grande Guerra.

A rota do Endurance prevía desembarcar no fim do mar de Wedell, mas foi aprisionado pelo gelo

Sua viagem foi tranqüila até janeiro de 1915, quando seu navio foi aprisionado pelo gelo no Mar de Wedell. Aí começa uma aventura de coragem, disciplina, heroísmo, dedicação, fidelidade, organização, caráter e sobrevivência jamais igualada por ser humano algum. Logo de ser preso pelo gelo os homens tentaram inúmeras vezes, em vão, libera-lo. Tiveram que salvar o mais necessário antes que o Endurance fosse esmagado e afunda-se sem deixar rasto algum.


O Endurance é esmagado pelos gelos e acabou afundando

Viveram em barracas, à deriva em banquisas de gelo, comendo focas, pingüins e leões marinhos e usando sua banha para cozinhar e se iluminar, e assim não gastar o precioso combustível salvo do navio.Depois de mais de um ano nessas condições e vendo que a situação de seus homens chegava a um ponto muito perigoso, Shackleton embarca seu grupo em três botes salva-vidas e ruma em direção da ilha Elefante, numa viagem de 16 dias. Depois de mais de 455 dias sem pisar terra firme, desembarcam num ponto dela mas descobrem que, assim que chegar a preamar, seu acampamento ficará submerso. Procuram outro lugar mais seguro. Shackleton sabe que ninguém chegará ai a salva-los e quatro dias depois decide sair em busca de ajuda.

Cozinheiro do Endurance prepara um pingüim. A ordem era uma só: sobreviver

Embarca com cinco de seus homens no bote James Caid, de não mais de seis metros, e seu destino é a ilha Georgia do Sul, a 1500 km daí. Tormentas, nevascas, mares gelados, ondas com mais de quatro metros e um sem fim de terríveis momentos viveram até chegar a Haakon Bay, Georgia do Sul, 17 dias depois. Mas chegam pelo lado sul oeste da ilha, onde não existe vida humana. Apos alguns dias recuperando forças, este irlandês corajoso escolhe dois de seus homens e cruza montanhas nevadas, geleiras, falésias de gelo, caminhando durante 32 horas sem dormir, já que faze-lo seria a morte.


O grupo sai de ilha Elefante, no James Caird. Apos 16 dias de mar medonho chegarão a Georgia do Sul.

Chegam a Stromnnes e, ao pedir informação a um garoto, este sai correndo ao ver esses “ monstros” cabeludos, barbudos e maltrapilhos. O gerente da usina baleeira os acolhe, emocionando o povoado ao saber que ele e seus homens não tinham morto, como todo mundo supunha. Apos tomar banho e descansar, pede um navio para resgatar seus homens em Hakoon, coisa que acontece dois dias depois.
O navio chileno Yelcho, ao fundo, resgata os 22 homens do Endurance, da ilha Elefante

Incansável, Shackleton tentou três vezes salvar seus 22 homens na ilha Elefante, com ajuda de barcos noruegueses, um uruguaio e um chileno. Acaba conseguindo na quarta tentativa, a bordo do navio Yelcho, da marinha chilena. Chega a cidade de Punta Arenas, que saiu de suas casas a saudar ao ultimo grande herói do século XX. Seu maior orgulho foi, sempre, o fato de não ter perdido nenhum homem nesta odisséia, que durou de 1 de agosto de 1914 até o 30 de agosto, mas de 1916…
Grytviken, em 1914, fotografado do Endurance

Grytviken hoje

Sir Ernest Shackleton morreu durante outra expedição ao pólo Sul, ancorado em Grytviken, Georgia do Sul, em 5 de janeiro de 1922. Está sepultado nesse povoado e seu túmulo é o único que está orientado ao sul.

Amyr e Marina no túmulo de Sir Ernest Shackleton, no cemitério de Grytviken, Georgia do Sul

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jueves 14 de agosto de 2008

OS ESPANTOSOS NUMEROS ANTARTICOS




Há cem anos a Antartica ainda esperava
pelo som da voz humana.
(Edwin Mickleburgh, autor de Beyond the Frozen Sea)

- O nome deriva do grego Arktos, ou urso. Assim chamaram eles ao Polo Norte, ou Artico, em referência à constelação da Ursa. O extremo dele é, claro, Antartico.
-A Antartica cobre quase um décimo da superficie terrestre. Seu territorio é praticamente como se juntassemos Brasil, Argentina, Chile e Peru.
-Seu isolamento dos outros continentes é assombroso e unico, debido aos mares de grande profundidade que cobrem distancias de entre 1000 km, entre o continente Antartico e Sulamerica, e 3600 km com Africa.
-A grossa capa de gelo que cobre a Antartica oculta sua verdadeira dimensão, mas calcula-se que sua área tem 14 milhões de km2, seguindo em tamanho a Asia, America e Africa. Em inverno essa area pode chegar aos 53 milhões de km2.
-Ainda não se sabe com certeza se é uma massa territorial ou um conjunto de ilhas unidas pelo gelo.
-O pico mais alto deste lugar é o Maciço Vinson, de 4.897 metros.
-A Meseta Polar do Polo Sul alcança uma altura de 2.853 metros, sendo 2.700 de gelo.
-A maior profundidade de neve e gelo descoberta até hoje é de 4.774 metros.
-A temperatura do seu mar varia dos 1 a 2 celcius no verão e 3 e 5 no inverno, mas perto do litoral desce até os 1,9 negativos.
-A corrente circumpolar percorre 24.000 km e transporta milhões de metros cubicos por segundo.
-A menor temperatura registrada foi de 89,2 negativos, a estação Vostok.
-Antartica tem regiões sem gelo, onde as temperaturas podem ser bem altas. No Oasis de Bunger chegam a passar os 20 graus.
-As mudanças de temperatura podem ser extraordinarias e em pouco tempo. O 5 de junho de 1963, a temperatura de superficie variu 85 graus em 96 horas e o 10 de junho, 36 graus em 12 minutos.
-O lugar mais ventoso de nosso planeta é Commonwealth Bay, na Costa Rei Jorge V, onde os ventos costumam chegar aos 300 km por hora. Perto de Port Martin os ventos soplam em forma continua a mais de 100 km por hora durante dez dias, com tormentas de vento 340 dias ao ano.
-A umidade atmosferica antartica é 10.000 vezes menor que a do equador. Ironicamente ela recebe a maior quantidade de luz solar no verão, mas sua superficie branca reflete praticamente toda a radiação solar, que retorna ao espaço.

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PREPARANDO A VIAGEM

Os botes Zodiac, de passeio em Antartica. Ao fundo, o Le Diamant


Uma viagem a Antártica não é comum na vida das pessoas, salvo nas dos Klink, claro. Daí que, conversando com eles, tiramos algumas dúvidas, recebemos dicas e macetes sobre como aproveitar ainda mais esta viagem incrível. Ao fazer a mala, lembre que o Le Diamant oferece a você uma parka, agasalho feito especialmente para o clima dessas latitudes. Se você esquia, leve exatamente essa roupa, desde a camiseta e a calça térmica, o agasalho polar, a calça impermeável, até o gorro e os óculos escuros. A neve potencia a luz branca e esta pode complicar sua visão. Para o desembarco na Antártica o melhor calçado é a típica bota de borracha de cano longo. Esqueça botas finas de couro ou, se opta por elas, saiba que dificilmente vão segurar a água e menos ainda o frio, principalmente nesses lugares onde a neve está virgem, fofa, e pode superar os 30 cm. de altura. Botas de trekking de cano longo, impermeáveis, também é uma boa opção, mas lembre de segurar muito firme a calça nelas, para eliminar o diminuir a possibilidade de que entre água ou neve pelo cano da bota.

Na nomenclatura dos marinheiros, existe o desembarco seco e o molhado. Na nossa viagem o seco é quando o bote Zodiac encosta em algum cais e pisamos, de imediato, terra firme. O molhado é quando o bote chega na praia e temos que pisar no mar antes de chegar na terra.

A roupa de bordo é escolha sua. O Le Diamant tem ar condicionado tanto nas cabines como em todo o navio. O ambiente a bordo é descontraído, mas tem esse toque francês de sutil elegância.

Quem gosta de curtir os brinquedos de viagens, binóculos, GPS, cartas náuticas, mapas, etc, não tenha a mínima vergonha em faze-lo. De fato, Amir Klink leva sempre e vai traçando a viagem minha a milha.

Caro leitor, qualquer pergunta não duvide em escrever no Comentário, no fim de cada texto. Teremos o maior prazer em responder.



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domingo 27 de julio de 2008

VIAJE AS FALKLAND, GEORGIA DO SUL E ANTARTICA

Paisagem da ilha Georgia do Sul

Uma rota histórica, com paisagens únicas, deslumbrantes, mágicas e num dos mais confortáveis e sofisticados navios que fazem a viagem a Antártica, Le Diamant, para somente 226 passageiros e serviço de 120 tripulantes, mais de um tripulante por cada dois passageiros. A bordo, a melhor cozinha francesa, com o cuidado de armonizar perfeitamente pratos com os melhores vinhos franceses. A saída está marcada para o dia 3 de dezembro, de Buenos Aires em avião direto até Ushuaia, com uma visita incluída ao Parque Nacional Tierra del Fuego. A navegação se inicia cruzando a Convergência Antártica até chegar a West Point, uma das ilhas Falklands, ou Malvinas, onde se concentra grande quantidade de aves sub-antarticas, como cormorões e os gigantescos albatrozes, alem de uma grande colônia de pingüins. Depois o navio toma rumo a ilha Georgia do Sul, onde ancora em Grytviken, uma estação baleeira abandonada, para visitar, entre outros pontos, o túmulo do mais famoso explorador antártico: Sir Ernest Shackleton.


Outro pontos de visita são baia St. Andrews, Royal Bay e Gold Harbour. Na Georgia do Sul o visitante encontra grande quantidade de animais antárticos, como as colônias de pingüim rei, elefantes e leopardos marinhos, focas e até renas, animal introduzido pelos noruegueses que ocuparam a ilha a partir de 1905 e que hoje povoa, aos milhares, toda a ilha. Logo o Le Diamant faz uma visita histórica: a ilha Efefante. Foi aqui onde Schakleton deixou seus homens e rumou em um diminuto bote-salvavidas até a ilha Georgia do Sul, numa travessia de 17 dias contra o clima inclemente e no mar mais traiçoeiro do planeta, com só mais quatro tripulantes. , A ilha Paulet, já na península antártica é outra das visitas, assim como Brown Bluff, onde se encontram pingüins Adélia, papua, gaivotas dominicanas, petreis e as belas focas de Weddel.

A próxima parada é em Ilha Decepção, o único vulcão do planeta onde pode se entrar na sua cratera navegando! Depois o navio chega até a ilha Meia Lua, para logo iniciar a viagem de retorno, cruzando o mítico Mar de Drake, voltando até o porto de Ushuaia. São, em total, 19 dias de viagem que contam com um plus muito interessante para os passageiros brasileiros, a presença a bordo do Amyr Klink e toda sua família, que conhecem esta região como ninguém. Haverá tempo para compartir com eles, conversar sobre a região, escutar saborosas historias das diferentes viagens que Amyr já fez até Antartica, como a circunavegação do continente gelado feita a bordo do Paratii2, os 14 meses que ficou ancorado em Bahia Dorian, em seu iate Paraty e as três temporadas de férias que passou com a família nestas latitudes.
Para reservas realizadas até 31/08/08, há um desconto de EU 400,00 por passageiro e um crédito a bordo de EU 100,00 por cabine.

Maiores informações:

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